queria pular bem alto, esbarrar em uma estrela colorida. poder pegá-la como se fosse pequenina, guardar no meu bolso e levar aquele ponto de luz para qualquer escuridão que eu fosse.
queria dançar sobre as ondas, num vai e vem sinuoso e calmante. acompanhada apenas da imensidão que me rodeia.
queria ouvir silêncios. a sonoridade dos gestos mudos.
queria fechar os olhos e enxergar meus mundos imaginários, minha realidade abstrata.
queria, queria tanto...
das coisas que nunca viverei um dia.
terça-feira, 27 de abril de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
amanhã eu vou abrir os olhos e ver sentimentos, ver coisas-não-visíveis.
ouvirei música crua, música-não-música, melodia não melodiosa.
sentirei na pele o que sinto por dentro. o arrepio de sentir lembranças. o sorriso de sorrir por dentro. a tristeza de chorar feridas.
vou aspirar o perfume doce de um olhar sincero. sentir o agridoce de uma lágrima tardia.
e quando explodir de sensações, fecharei os olhos para abrir de novo e ver apenas o que me dizem que está ali. a estaticidade muda e insossa.
ouvirei música crua, música-não-música, melodia não melodiosa.
sentirei na pele o que sinto por dentro. o arrepio de sentir lembranças. o sorriso de sorrir por dentro. a tristeza de chorar feridas.
vou aspirar o perfume doce de um olhar sincero. sentir o agridoce de uma lágrima tardia.
e quando explodir de sensações, fecharei os olhos para abrir de novo e ver apenas o que me dizem que está ali. a estaticidade muda e insossa.
domingo, 18 de abril de 2010
lembrei de um sonho que nunca vi. fechei os olhos e simplesmente lembrei.
a porta aberta, os passos tortos. a noite, o céu, o medo. uma estrela brilhava grande e absoluta. em meio a tanta coisa, estava sozinha, tímida. me vi sozinha também, mesmo rodeada de rostos. rostos que gritavam e me pediam uma resposta. mas eu não sabia responder, nunca me fizeram uma pergunta. para os outros parecia tão óbvio, tão certo...
talvez eu seja errada.
a porta aberta, os passos tortos. a noite, o céu, o medo. uma estrela brilhava grande e absoluta. em meio a tanta coisa, estava sozinha, tímida. me vi sozinha também, mesmo rodeada de rostos. rostos que gritavam e me pediam uma resposta. mas eu não sabia responder, nunca me fizeram uma pergunta. para os outros parecia tão óbvio, tão certo...
talvez eu seja errada.
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- Nathália
- 20 anos de memórias. milhões de sonhos. menina, ainda.