(texto que escrevi em 5/07/2007)
resolvi escrever pra talvez tentar entender um pouco mais das coisas que não sei.
ora, mas que idéia tola a minha! entender para que, afinal? por quê será que temos essa mania automática de buscar definições? já disseram que definir é limitar, e eu, pelo menos, não busco nenhum limite que não seja o horizonte.
nessa busca do entender, acho que entendi que, de certa forma, passamos a entender as coisas a partir do momento que começamos a sentí-las.
não, eu não entendo a imensidão do sol, eu não entendo a sua luz que reflete nos fragmentos daquele espelho quebrado. mas eu sinto seu calor. e puxa, como é bom!
eu não entendo a noite escura, os sussuros da floresta, a lágrima, o magma, a solidão de quem espera.
não entendo os passarinhos, nem sua música tão suave, não entendo o conhecido, que me dá um "oi", de passagem.
muito menos eu entendo o que sou ou o que faço aqui, minha vida é um monte de "não entendo"s, misturados com meu sentir. e posso dizer que sinto, essa é a única coisa que sei.
às vezes me sinto mal. outras vezes, me sinto tão bem... e também sinto algumas coisas, que por mais que eu tente, não consigo explicar a ninguém.
não entendo o passar do tempo, e nem entendo quando o tempo parece parar.
não entendo os pingos de chuva, nem minha voz rouca, de tanto gritar.
não entendo porque não entendo e não entendo, inclusive, porque às vezes quero tanto entender.
das coisas que nunca viverei um dia.
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- Nathália
- 20 anos de memórias. milhões de sonhos. menina, ainda.